Dodecálogo do Orientador Montessorianao


“...Eu moro nas estrelas...

todas as pátrias são minhas porque

só acredito no Homem Universal...”


M. Montessori.


1. Cuidar do ambiente.

2. Indicar o uso dos objetos e dos materiais de maneira clara e precisa.

3. Ter uma conduta ativa quando coloca a criança em relação com o ambiente; assumir uma conduta passiva quando a relação é estabelecida.

4. Observar atentamente a criança a fim de que consiga perceber o esforço que ela faz na busca do conhecimento dos objetos que formam o ambiente ou quando ela necessita de apoio e companhia.

5. Atender quando chamado e reordenar o ambiente quando necessário.

6. Escutar tudo que a criança tem vontade de dizer.

7. Respeitar quem erra sem jamais dizer ou corrigir diretamente.

8. Respeitar quem trabalha sem jamais interromper nem interrogar.

9. Respeitar a criança que repousa ou que observa outras trabalhando; não chamar sua atenção ou obrigá-la a trabalhar.

10. Ser incansável na tentativa de oferecer trabalho a quem o rejeita, a quem não aprendeu ou a quem, sistematicamente, erra.

11. O orientador faz notar sua presença a quem o procura, a quem o necessite; mas “desaparece” para quem já encontrou seu trabalho.

12. O orientador está presente com a criança que terminou seu trabalho e exauriu livremente seu esforço pessoal; pois a ela oferece, no silêncio, sua força interior como uma oferta espiritual.


Tradução de texto italiano - Perugia - Itália.


ABEM 2009


Considerações

O observador de classe é o companheiro, o amigo qualificado que segue, juntamente com a criança, o caminho da construção individual. Lado a lado, ambos conquistam o mundo e se conquistam; lado a lado, ambos constroem seu conhecimento e se constroem através de atividades conjuntas e um diálogo profundo sobre os seres e as coisas.


Será o dodecálogo um sistema inútil de normas, uma ética estabelecida “a priori” sem aquiescência do próprio educador?

O que será que o dodecálogo nos exige e nos faz refletir?

A escolha da nossa profissão exige conhecimento do real e estrutura de uma personalidade equilibrada. Nenhum gesto, nenhuma palavra deve fugir ao domínio e consciência pessoal do orientador.

A ordem, a precisão, devem estar na base da formação da personalidade. A atitude controlada pela consciência e responsabilidade sabe que não é possível ser ativo com todas as crianças ao mesmo tempo e que cada intervenção inútil é um obstáculo. Estar ocupada não significa deixar agir errado as crianças, basta ampliar o campo de sua observação – olhos aqui e olhos em torno – colocando-se numa posição de ver tudo e todos.

O nosso tempo é mínimo com a criança para que se alcance, com rapidez, uma normalização, pois é imenso o tempo que ela está a casa ou com outras pessoas. Assim, devemos estender nosso trabalho educativo à casa e mesmo aos amigos da criança seguros de suas metas e certos de suas funções no processo educativo, o orientador deve procurar escrever tudo o que ocorre com a criança e sempre externar seus sentimentos para consigo mesmo ante as ocorrências.

A imparcialidade nestes casos tem duas faces que se confundem: O respeito que se deve ter pelo crescimento da criança não pode ser destruído por um falso conceito de liberdade individual.

Respeitar é lutar pelo apropriado ao momento, ao adequado, ao normalizado.

Respeitar o outro é respeitar a si próprio, num crescimento dialeticamente vivido.

O dodecálago expressa uma regra de conduta humana e universal.


Talita de Almeida

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